Jerónimo de Sousa em Salvaterra de Magos
e São Pedro do Sul

É preciso afastar<br>os constrangimentos

Jerónimo de Sousa participou, sábado e domingo, em iniciativas do Partido em Salvaterra de Magos e São Pedro do Sul, nas quais reafirmou a necessidade e urgência de construir no País uma política patriótica e de esquerda.

Dívida, banca e euro são três graves constrangimentos

Quer no comício que na tarde de sábado, 11, encheu por completo o Celeiro da Vala, em Salvaterra de Magos, como no almoço que no dia seguinte lotou o salão de um hotel de São Pedro do Sul, o Secretário-geral do PCP voltou a valorizar os direitos e rendimentos que foi possível recuperar e conquistar com a actual solução política, não deixando de lembrar que ela só é possível graças à acção dos comunistas. Ao mesmo tempo, realçou, o que se conquistou, sendo positivo e relevante, é «pouco e é curto» face à situação do País. É neste equilíbrio entre não desperdiçar nenhuma oportunidade de repor, defender e conquistar direitos e afirmar a necessidade de romper com a política de direita e avançar para a concretização de uma verdadeira alternativa que o PCP actua nas mais diversas frentes de intervenção.

Lembrando sumariamente algumas das conquistas que a actual solução política permitiu, o dirigente comunista sublinhou aquele que é, para o PCP, um «grande problema» com que o País está confrontado: o facto de o Governo do PS não «fazer frente» aos constrangimentos internos e externos que impedem o desenvolvimento soberano de Portugal. Se, em abstrato, toda a gente concorda com a necessidade de pôr o País a crescer e a desenvolver-se, no concreto é tudo mais difícil, pois surgem logo, no discurso e na prática, os constrangimentos do défice, da dívida, do euro... Ora, como afirmou Jerónimo de Sousa em São Pedro do Sul, «não se pode afirmar o desenvolvimento económico soberano aceitando estas limitações e estas restrições».

Após sublinhar a impossibilidade de o País progredir quando tem que pagar, só em serviço da dívida, oito mil milhões de euros por ano, o Secretário-geral do Partido adiantou aqueles que são, para os comunistas, três dos principais obstáculos ao desenvolvimento: o elevado nível da dívida e do seu serviço; o domínio do sector financeiro pelo grande capital e a submissão ao euro. A renegociação da dívida nos seus prazos, juros e montantes, o controlo público da banca e a libertação do País da submissão ao euro são condições essenciais para que seja possível um rumo de progresso, justiça social e soberania.

«Bem-vindos, PS e BE»

Jerónimo de Sousa aproveitou a ocasião para se congratular com o facto de, ao que tudo indica, PS e BE se terem juntado ao PCP na questão das penalizações das reformas dos trabalhadores com longas carreiras contributivas: «Imaginam o que é uma vida inteira de trabalho, 40 e tal anos de carreira contributiva, e as pessoas, chegando ao limite em que desejam naturalmente a reforma, serem confrontados com uma penalização brutal que reduz significativamente as suas pensões e reformas?»

Recordando que o PCP tem levantado este problema ao longo dos anos e que na actual legislatura já a colocou ao primeiro-ministro em «sucessivos debates quinzenais», Jerónimo de Sousa saudou o Governo e o BE por estarem finalmente preocupados com o assunto e irem apresentar soluções: «Bem-vindos, PS e BE, a este combate que travamos já há muito tempo na defesa dos interesses dos trabalhadores», acrescentou.

 



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